Lotus confirma chegada oficial ao Brasil com plano de vendas entre 2026 e 2027
A fabricante britânica de esportivos Lotus Carros Brasil, conhecida por sua rivalidade com a Porsche, oficializou sua entrada no mercado brasileiro. Um grupo empresarial nacional assinou um contrato de representação, com as primeiras vendas previstas para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027. A informação valida apurações anteriores que indicavam o interesse da Geely, proprietária da marca, em expandir sua presença no país.
A estratégia da Geely no Brasil inclui a chegada de outras marcas do seu portfólio, como a Lynk&Co em 2026 e a Smart com SUVs elétricos, além de um retorno da Polestar, atualmente em compasso de espera. A própria Geely já iniciou sua operação no país em 2025, com montagem de carros em São José dos Pinhais (PR).
Tradição e modernidade britânica com toque chinês
A chegada da Lotus Carros ao Brasil representa um movimento significativo para o segmento de luxo. A marca combina seu legado na Fórmula 1 e expertise em dinâmica veicular com uma oferta cada vez maior de modelos elétricos. A operação brasileira deverá mesclar a tradição da fábrica histórica em Hethel, no Reino Unido, com a capacidade produtiva de Wuhan, na China.
No ecossistema da Geely no Brasil, a Lotus se posicionará como a vitrine de performance e exclusividade, complementando a Volvo, focada em segurança e eletrificação premium, e a Zeekr, com foco em luxo tecnológico.
Lotus Emira será o último esportivo a combustão da marca
Para os entusiastas, a grande expectativa gira em torno do Lotus Emira. Este modelo é notório por ser o último carro da marca a utilizar motorização exclusivamente a combustão e o único ainda produzido na Inglaterra. Desenvolvido para competir diretamente com o Porsche 718 Cayman, o Emira aposta na receita clássica de motor central-traseiro, tração traseira e uma experiência de condução focada no piloto.
O cupê estará disponível com duas opções de motorização conhecidas: um 2.0 turbo de origem Mercedes-AMG com 365 cv e câmbio de dupla embreagem, ou um V6 3.5 aspirado pela Toyota com 406 cv, que pode ser acoplado a um câmbio manual. No mercado brasileiro, o preço estimado do Lotus Emira deve girar em torno de R$ 1 milhão.
A eletrificação domina a nova geração de modelos
Em sintonia com as tendências globais, a Lotus tem investido pesadamente em veículos elétricos. O principal expoente dessa nova fase é o Lotus Eletre, um SUV de grandes dimensões que, apesar de romper com o antigo mantra de leveza de Colin Chapman, entrega alta performance com mais de 5,10 metros de comprimento, rivalizando com modelos como Lamborghini Urus e Ferrari Purosangue.
As versões mais potentes do Eletre contam com 918 cv e torque superior a 100 kgfm, atingindo 0 a 100 km/h em cerca de 2,9 segundos. Uma novidade que pode ser estratégica para o mercado brasileiro é a versão com extensor de autonomia (EREV). Equipado com um motor a combustão 2.0 de 282 cv, que funciona apenas como gerador, o Eletre EREV pode superar os 1.000 km de autonomia, uma solução ideal para mercados continentais.
A gama de elétricos da Lotus no Brasil deverá ser completada pelo Emeya, um “hiper-GT” de quatro portas. Baseado na mesma arquitetura elétrica de 800V do SUV, o sedã promete recargas ultrarrápidas e se posiciona como um concorrente direto do Porsche Taycan, embora o histórico recente de modelos elétricos de luxo no Brasil apresente desafios.
















