China anuncia proibição de maçanetas retráteis em veículos novos a partir de 2027
A China implementará uma nova regulamentação que proíbe a venda de veículos novos equipados com maçanetas retráteis a partir de 1º de janeiro de 2027. A decisão, oficializada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), visa aprimorar a segurança dos passageiros e agilizar o trabalho de equipes de resgate em situações de emergência.
A medida, embora restrita ao mercado chinês, tende a influenciar o desenvolvimento e a produção de veículos destinados a outros mercados, incluindo o brasileiro. As maçanetas retráteis ganharam popularidade, especialmente em modelos elétricos e híbridos, por seu apelo estético e contribuição para a aerodinâmica. Contudo, a dependência de sistemas exclusivamente elétricos, sem redundância mecânica, levanta preocupações sobre o acesso ao interior do veículo em caso de acidentes, incêndios ou falhas de energia.
Relatos indicam que acidentes, alguns fatais, foram associados a dificuldades de acesso ao interior de veículos que utilizavam sistemas de abertura de porta não convencionais. A nova norma chinesa exige que todos os automóveis com peso inferior a 3,5 toneladas possuam mecanismos de abertura de porta mecânicos, tanto para acesso interno quanto externo. Tais sistemas devem funcionar independentemente de falhas elétricas, da carga da bateria ou de danos causados por colisões.
Exigências de visibilidade e ergonomia
A regulamentação também abrange a ergonomia e a identificação das maçanetas internas. O MIIT determinou que os dispositivos de abertura das portas sejam visíveis e claramente sinalizados, seja nas próprias portas ou nas colunas do veículo. O objetivo é evitar soluções pouco intuitivas que possam atrasar a evacuação em momentos críticos ou de baixa visibilidade.
Impacto no mercado brasileiro e global
A decisão chinesa pode impactar o design de futuras gerações de veículos elétricos e híbridos. Embora a legislação nacional brasileira não replique automaticamente essa exigência, a produção global de modelos, especialmente aqueles voltados para exportação, pode ser unificada para evitar custos adicionais de adaptação por mercado. A China é um importante player na exportação de veículos, e a necessidade de cumprir a norma em seu mercado doméstico pode levar fabricantes a adotar sistemas de maçanetas mais seguros e convencionais em todas as suas linhas de produção.
Diversas marcas que atuam no Brasil, incluindo BYD, GWM, Geely, Omoda, Jaecoo e GAC, além de fabricantes tradicionais com linhas elétricas e híbridas, utilizam maçanetas retráteis em seus modelos. A expectativa é que novas versões desses veículos, ou linhas reestilizadas, cheguem ao mercado com sistemas de maçanetas atualizados a partir de 2027.
















