Brasil produz 2,6 milhões de veículos em 2025, alta de 3% no ano

Linha de montagem de veículos no Brasil, mostrando a produção automotiva

Produção automotiva brasileira em 2025 registra alta de 3,5%, atingindo 2,644 milhões de unidades

A fabricação de veículos novos no Brasil encerrou 2025 com um total de 2,644 milhões de unidades produzidas. Este número representa um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior, quando foram fabricadas 2,553 milhões de unidades.

Embora a alta seja considerada positiva, ficou abaixo da expectativa de 7,8% projetada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no início do ano. O resultado é o maior patamar de produção desde 2019.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou que o crescimento foi impulsionado principalmente pelos veículos leves, enquanto os veículos pesados registraram uma retração de 9,9%. “É um ano que esperávamos mais, mas ainda assim temos um ano positivo”, apontou Calvet.

A alta de 2025 marca a segunda elevação consecutiva na produção, seguindo o aumento de 10% registrado em 2024. A sequência de crescimentos sinaliza a manutenção da recuperação do setor após uma queda de 1,9% em 2023, que havia representado a primeira retração desde 2016.

Exportações brasileiras de veículos alcançam melhor resultado desde 2018

No quesito exportações, o setor automotivo brasileiro apresentou um desempenho notável em 2025. Foram enviados 528.827 veículos para outros países, um aumento expressivo de 32,1% em comparação com os 400.238 veículos exportados em 2024.

A Argentina se destacou como principal destino, com um crescimento de 85% nas importações de veículos brasileiros. A Colômbia também registrou um aumento, com 19% a mais, apesar de um ano marcado por instabilidade em acordos comerciais com o país.

Os principais países compradores de carros exportados do Brasil em 2025 foram:

  • Argentina: 302.572 unidades
  • México: 79.228 unidades
  • Colômbia: 42.205 unidades
  • Uruguai: 32.622 unidades
  • Chile: 24.760 unidades

Brasil registra maior volume de importações em 11 anos

Em 2025, o Brasil importou 497.765 veículos, o maior volume registrado nos últimos 11 anos, superando o número de 617.023 automóveis de 2014.

A China emergiu como um player importante no mercado de importados, respondendo por 37,6% das importações no ano. Embora a Argentina tenha iniciado o ano como principal exportador, a China ganhou destaque a partir de julho, diminuindo consideravelmente a diferença entre os dois países.

Os países de origem dos maiores volumes de veículos importados pelo Brasil em 2025 foram:

  • Argentina: 200.335 unidades
  • China: 187.327 unidades
  • México: 31.718 unidades
  • Alemanha: 26.930 unidades
  • Uruguai: 15.622 unidades
  • Tailândia: 6.484 unidades

A expansão das marcas chinesas contribuiu para o crescimento das importações da China. Em 2025, seis novas marcas estrearam no mercado brasileiro: Denza, MG Motor, GAC, Leapmotor, Omoda & Jaecoo e Geely.

Preocupação com montagem de kits CKD/SKD e balança comercial

A Anfavea expressou preocupação com a produção de veículos em kits prontos (CKD e SKD), especialmente com a entrada de novas marcas que montam veículos no Brasil utilizando componentes que chegam do exterior.

Este modelo de operação levanta receios sobre o “empobrecimento da cadeia de suprimentos brasileira”, pois processos como compra de aço, estamparia, soldagem e pintura, que antes eram realizados no país, passam a ser executados no país de origem dos componentes.

A balança comercial do setor automotivo em 2025 fechou com um superávit tímido de 6,2%, com exportações superando as importações. “A balança comercial do setor é positiva, ainda que muito tímida. Nós tivemos um ano em que as exportações nos surpreenderam”, comentou Igor Calvet.

Projeções conservadoras para 2026 no setor automotivo

Para 2026, a Anfavea projeta um crescimento mais conservador de 3,7% na produção de veículos, totalizando cerca de 2,723 milhões de unidades.

A entidade prevê um aumento de 3,8% na produção de automóveis e comerciais leves, que devem somar 2,586 milhões de unidades, e uma ligeira alta de 1,4% nos veículos pesados, com 136 mil unidades produzidas.

Igor Calvet descreveu 2026 como um ano de “otimismo contido”, marcado por “muitas dúvidas e instabilidades”, citando fatores como questões geopolíticas, a reforma tributária e as flutuações nas taxas de juros como elementos de incerteza.

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